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Preços das commodities refletem desaceleração do crescimento global

Economies.com
2025-08-18 14:40 UTC
Resumo de IA
  • Os preços das commodities estão fornecendo sinais mais claros sobre a demanda global, as pressões inflacionárias e a confiança dos investidores em meio a um ambiente comercial mais restritivo - A estabilidade nos índices de commodities, o declínio na relação cobre-ouro e a força dos preços do ouro sugerem uma desaceleração moderada no crescimento global com a desinflação contínua - O Grupo QNB prevê um pouso suave para a economia mundial, apesar das condições políticas turbulentas

O QNB Group declarou em seu comentário semanal que, após um primeiro semestre turbulento de 2025, que viu um forte aumento na incerteza sobre as tarifas dos EUA após as medidas comerciais abrangentes lançadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sob o nome de "Dia da Libertação", a economia global começou a se adaptar a um ambiente comercial mais restritivo, tornando economistas e investidores mais cautelosos.

O grupo explicou que os preços das commodities fornecem sinais mais claros sobre a demanda global, as pressões inflacionárias e a confiança dos investidores em comparação com negociações comerciais incompletas. Historicamente, os preços das commodities têm sido considerados um indicador confiável em tempo real das tendências de crescimento econômico. Seus movimentos recentes sugerem expectativas de crescimento mais moderadas, juntamente com riscos decrescentes de inflação descontrolada.

De acordo com o relatório, há três fatores principais que sustentam essa tendência:

1- Estabilidade nos índices de commodities: Os níveis permaneceram bem abaixo do pico cíclico de maio de 2022 e se moveram dentro de uma faixa estreita desde o início de 2025. Isso reflete a ausência de sinais de aceleração excessiva do crescimento nominal ou de uma desaceleração acentuada que leve à recessão. A queda na volatilidade dos preços das principais commodities (como energia e metais industriais) também reforça a trajetória desinflacionária, apesar da forte queda do dólar americano e dos riscos de inflação de curto prazo decorrentes das novas tarifas.

2- Relação cobre-ouro: Esta medida, frequentemente usada para avaliar expectativas de crescimento, inflação e apetite ao risco, continua em declínio. Se os mercados estivessem apostando em uma agenda pró-crescimento e pró-inflação sob Trump, o cobre — como um ativo sensível ao crescimento — teria superado o ouro como porto seguro. Em vez disso, a tendência atual reflete uma postura mais cautelosa, consistente com uma desaceleração moderada e expectativas de inflação estáveis.

3- Força dos preços do ouro: O ouro está sendo negociado atualmente perto de níveis recordes, em torno de US$ 3.330 a onça, uma alta de cerca de 80% desde o pico da commodity em 2022. Isso se deve em grande parte aos crescentes riscos geopolíticos e à preferência dos investidores por ativos politicamente neutros. A prata — usada tanto como ativo monetário quanto industrial — estava atrás do ouro até recentemente, mas começou a subir, sinalizando que a demanda industrial pode ter atingido o fundo do poço.

No geral, o QNB vê os mercados de commodities enviando um sinal tranquilizador: uma desaceleração moderada no crescimento global com desinflação contínua, equivalendo a uma espécie de pouso suave para a economia mundial em meio a condições políticas turbulentas.

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